Queridos noivos.

Decidiram casar!

Conhecem-se há algum tempo. Namoram, talvez estejam até casados civilmente, e agora pedem o casamento na Igreja. O passo que querem dar é muito importante e vai modificar as vossas vidas para sempre!

Provavelmente conhecem pessoas que vivem em união de facto:
vocês porque é que decidiram casar?...

Há quem case apenas pelo civil:
porque razão decidem casar na igreja?...

Sabem que o casamento na Igreja:
pede que a vossa escolha seja plenamente livre?...
que sejam sempre fiéis um ao outro?...
que estejam dispostos a educar os vossos filhos na fé?...
e que assumem estes compromissos para toda a vida?

Em Portugal a lei civil reconhece ao Matrimónio católico valor e eficácia de casamento (artº 1587 do Código Civil), por isso, não é necessário a quem casa na igreja fazê-lo também perante o funcionário do Registo Civil (embora ninguém esteja isento da organização do processo civil na Conservatória da área de residência de um dos noivos – também na Conservatória deverão informar-se sobre o Regime de bens do casamento).

Mas para celebrar o vosso Matrimónio, não basta apenas tratar dos papéis; é toda a vida que tem de ser organizada para aproveitar as oportunidades que vos são propostas para aprofundar a vossa consciência e fortalecer o vosso entusiasmo e, deste modo, viverdes mais intensamente o Sacramento que ides receber.

Por decisão do nosso Bispo a preparação do casamento é obrigatória: para nós a forma mais normal desta preparação é a participação num CPM; não temos grande disponibilidade para outras soluções alternativas, pelo que, quem porventura não puder, ou não quiser fazê-lo, deverá obter junto da Cúria Diocesana uma qualquer autorização para o efeito, sem a qual não garantimos a organização do respectivo processo canónico.

É com grande alegria que recebemos a marcação do vosso casamento! Para nós cristãos, o matrimónio é uma das grandes obras de Deus em favor do homem e da mulher; mais do que um simples contrato entre duas pessoas, trata-se de uma aliança estabelecida no Senhor, aliança única e indissolúvel. O casamento não é uma ‘invenção’ humana, mas um Sacramento; por ele, os esposos entram numa nova condição de vida: passam a ser casal e não apenas indivíduos e, comprometem -se por viver e crescer nesta ‘aliança no Senhor’ para a edificação da Igreja.

Na Bíblia (cf Gn 2,24), o matrimónio é o sacramento da união total e estável do homem e da mulher, para formarem uma só carne. Jesus falou claramente do projecto originário de Deus sobre o matrimónio, monogâmico e indissolúvel: “Não são, pois, dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mt 19,6).

Por tudo isto, casar pela Igreja não pode resumir-se a um acontecimento social: um ritual feito de gestos simpáticos, um acto mais ou menos tradicional; antes significa assumir um projecto de vida a dois, que é querido por Deus, no qual, marido e esposa, reconhecem no seu amor o sinal e a transfiguração do amor de Deus revelado em Jesus Cristo e na Igreja. Falamos, pois, de um sacramento e não apenas de um rito, por isso, só deve casar na igreja quem tem fé!

Na paróquia, em virtude da multiplicidade de serviços, sobretudo no período do Verão, mas não só, poderá acontecer que, pelo elevado número de pedidos, haja mais do que um casamento na mesma celebração.

O casamento é uma festa e, quem tem fé casa-se pela Igreja, mas, com facilidade há exageros: a moderação em tudo, e particularmente nos gastos é atitude bem própria de cristãos. Da nossa parte, apenas vos pedimos que paguem as despesas com a organização do processo; quanto à celebração, não cobramos nada. Por eventuais ofertas que queirais ou possais fazer para o Fundo Económico Paroquial, ficamos gratos.

Que Deus vos guarde,
vos conceda a Sua alegria
e derrame o Seu amor nos vossos corações
todos os dias da vossa vida!